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ONU reconhece tráfico de africanos escravizados como crime mais grave

A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que classifica o tráfico de africanos escravizados como o crime mais grave da história. A decisão, apoiada por 123 países, exige reparações para as vítimas.
Foto: Jeenah Moon / Reuters

Recentemente, a Assembleia Geral da ONU tomou uma decisão histórica ao aprovar uma resolução que considera o tráfico de africanos escravizados como o crime mais grave da história da humanidade. A proposta, apresentada por Gana, recebeu o apoio de 123 dos 193 países membros, incluindo o Brasil, enquanto 52 países se abstiveram, entre eles o Reino Unido e todos os integrantes da União Europeia. Apenas três países votaram contra: Argentina, Estados Unidos e Israel.

A resolução da ONU destaca o tráfico de africanos que foram sequestrados e forçados a deixar seu continente, um crime que perdurou por quatro séculos e resultou na vitimização de aproximadamente 12,5 milhões de pessoas. O Brasil, como principal destino, recebeu quase 5 milhões de africanos escravizados. A nova resolução também demanda reparações para as vítimas desse crime.

Para discutir as implicações dessa decisão, Victor Boyadjian entrevistou Ynaê Lopes dos Santos, doutora em história pela USP e professora de História da América na Universidade Federal Fluminense. Ynaê, que pesquisa a história da escravidão, detalha as três fases da organização econômica da escravidão: a captura na África, o transporte nos navios negreiros e o trabalho forçado no Brasil. Ela também aborda as violências enfrentadas pelos escravizados e os possíveis caminhos para reparações históricas.

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