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Trump ameaça Cuba como próximo alvo após Irã

Durante um fórum em Miami, Donald Trump afirmou que Cuba será o próximo alvo dos EUA, após o Irã, e pediu à mídia que ignorasse sua declaração. A tensão entre os países aumenta com a crise em Cuba.
Foto: Noticiasaominuto

Em um recente fórum de investimentos em Miami, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração polêmica ao afirmar que Cuba será o "próximo" país em sua lista de alvos, após o Irã. Ele elogiou as Forças Armadas dos EUA, destacando suas ações na Venezuela e no Irã.

Eu construí esse grande exército. Eu disse: ‘Vocês nunca vão precisar usá-lo’. Mas às vezes temos que usar. E Cuba é a próxima, aliás. Mas finjam que eu não disse isso, por favor — declarou Trump, em tom irônico, durante a conferência.

A ameaça ao governo cubano não é uma novidade. Trump já havia mencionado anteriormente que acredita que a administração cubana está em colapso, em meio a uma grave crise econômica. O plano dos EUA para Cuba ainda não foi detalhado, mas Trump sugeriu a possibilidade de uma tomada de controle do país, que poderia ser "amigável".

Recentemente, a tensão entre os dois países aumentou após um incidente em que a Guarda Costeira cubana matou quatro tripulantes de uma lancha registrada nos EUA, que não atendeu a uma ordem de parada em águas cubanas. Desde então, Trump tem reforçado que Cuba "vai cair muito em breve", alegando que Havana está interessada em fechar um acordo com os Estados Unidos.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também comentou sobre a situação, afirmando que "talvez agora seja o momento" para uma mudança no regime cubano. Ele destacou a necessidade de mudar o sistema que governa Cuba para garantir um futuro melhor para seu povo.

Em resposta às ameaças, Cuba tem adotado medidas preventivas. O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que as forças armadas cubanas estão se preparando para um possível ataque, ressaltando que estão sempre prontas para enfrentar qualquer agressão militar.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já havia denunciado que os Estados Unidos ameaçam Cuba quase diariamente com a derrubada à força da ordem constitucional.

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