A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, decidiu se demitir nesta quarta-feira, logo após a realização das eleições legislativas, nas quais sua coalizão de esquerda obteve uma vitória apertada, mas sem assegurar a maioria no Parlamento.
Com cerca de 48% dos votos, Frederiksen agora terá que negociar com partidos centristas para tentar formar um novo governo. A renúncia foi formalizada junto ao rei, conforme informações do Palácio Real, iniciando assim um novo ciclo político no país.
As negociações para determinar quem terá apoio suficiente para liderar o próximo governo já começaram, podendo incluir a própria Frederiksen ou outro candidato. A eleição foi antecipada pela primeira-ministra, que convocou o pleito meses antes do prazo previsto, na tentativa de fortalecer sua posição após a crise envolvendo a Groenlândia e os Estados Unidos.
Apesar da vitória, o governo de Frederiksen enfrentou desafios significativos durante seu segundo mandato, especialmente devido ao aumento do custo de vida. Questões como pensões e a proposta de taxação de grandes fortunas foram centrais no debate eleitoral.
Frederiksen, de 48 anos, é uma figura proeminente da centro-esquerda, conhecida por seu apoio à Ucrânia e por uma política de imigração mais rigorosa. Durante a campanha, ela defendeu medidas severas, incluindo a possibilidade de restringir pedidos de asilo e aumentar o controle sobre imigrantes em situação irregular.
Entre as propostas apresentadas, destaca-se a deportação de imigrantes condenados a penas superiores a um ano por crimes graves. O governo de Frederiksen também se destacou por reunir partidos de diferentes espectros políticos, uma prática incomum nas últimas décadas na Dinamarca.