A recente decisão do secretário de Guerra, Pete Hegseth, de bloquear a promoção de quatro oficiais do Exército ao posto de general de uma estrela gerou controvérsia. Segundo informações do 'New York Times', Hegseth retirou da lista de promoções dois militares negros e duas mulheres, em um contexto onde a maioria dos nomes é de homens brancos.
A medida, considerada incomum por altos oficiais, levantou suspeitas sobre possíveis motivações raciais ou de gênero. Hegseth, que vinha pressionando líderes seniores do Exército para que os nomes fossem removidos, tomou essa decisão unilateralmente no início de março, embora não esteja claro se ele possui a autoridade legal para tal ação.
A lista de promoções agora passará pela análise da Casa Branca antes de ser enviada ao Senado para aprovação final. Apesar das mudanças, a lista ainda inclui nomes de militares negros e mulheres.
Esse bloqueio se insere em uma estratégia mais ampla de Hegseth, que busca rever políticas que, segundo ele, desfavorecem oficiais brancos. O secretário expressou sua intenção de transformar uma cultura que considera corrompida por líderes de administrações anteriores, que ele descreve como 'tolos', 'imprudentes' e 'woke'.