O Projeto +Proteção Quilombola está beneficiando 11 comunidades quilombolas em seis municípios da Paraíba. As cidades atendidas incluem Areia, Coremas, Livramento, Riachão do Bacamarte, Triunfo e São Bento. A iniciativa é promovida pelo Governo da Paraíba, sob a coordenação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh).
As comunidades estão recebendo cursos básicos em áreas como Consultoria de Empreendedorismo Cultural, Corte e Costura, Inteligência Artificial, Arte Visual e Artesanato. Anteriormente, o projeto já havia beneficiado comunidades de João Pessoa, Conde, Pombal, Alagoa Grande, Serra Branca e Catolé do Rocha.
O +Proteção Quilombola visa qualificar homens, mulheres e jovens das comunidades para o mercado de trabalho, oferecendo cursos profissionalizantes em diversas áreas, incluindo Corte e Costura e Artes Visuais, com foco na cultura local. Cada curso conta com um módulo sobre Assistência Social e Direitos Sociais, com 50 vagas e carga horária mínima de 30 horas, em parceria com a Associação dos Quilombos da Paraíba, a Coordenação Estadual das Comunidades Negras e Quilombolas (Cecneq) e a Associação de Promoção do Desenvolvimento Local (APDL).
Marília França, gerente Operacional dos Centros Social Urbano (CSU), ressaltou que a ação da Sedh reafirma o compromisso do Governo da Paraíba com o bem-estar da população, especialmente aqueles que enfrentam dificuldades. Ela destacou a importância de assegurar investimentos nas comunidades quilombolas como um gesto de respeito e fortalecimento das políticas públicas.
José Amaro da Silva Neto, coordenador estadual das Comunidades Negras e Quilombolas (Cecneq), enfatizou a relevância dos cursos para os moradores das comunidades, ressaltando que a iniciativa abrange 51 comunidades em toda a Paraíba. Ele afirmou que a parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Humano e as comunidades quilombolas busca promover dignidade, especialmente para as mulheres.
A aposentada Raimunda Soares, da Comunidade Terra Nova, expressou sua satisfação em poder realizar um sonho antigo ao participar do curso de corte e costura. Ana Paula Vicente da Silva, da Comunidade Quilombola Maria de Fátima Fernandes da Silva, também comemorou a chegada do projeto, destacando a importância de aprender a costurar para confeccionar roupas para as festividades locais.
Fonte: Paraiba