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Trump questiona acordo com Irã e menciona controle do petróleo

O presidente dos EUA, Donald Trump, observa durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em Washington. Evelyn Hockstein/Reuters Em uma nova guinada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quint.....
Foto: G1

O presidente dos EUA, Donald Trump, observa durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em Washington.

Evelyn Hockstein/Reuters

Em uma nova guinada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (26) não ter mais certeza de que quer fazer um acordo com o Irã para o fim da guerra no Oriente Médio.

Temos conversas bem significantes e com as pessoas certas. (…) Mas estou o oposto de desesperado, eu não me importo. Bombardeamos eles diariamente e, inclusive, temos mais alvos que a gente quer atingir antes de terminarmos — afirmou Trump durante reunião de gabinete.

O presidente dos EUA voltou a dizer que está negociando com o Irã e afirmou que o regime se contradisse em falas públicas recentes sobre a existência de tratativas de cessar-fogo.

Trump afirmou que

o Irã está implorando para fazer um acordo

, mas disse que "eu nem tenho certeza de que ainda estou disposto a fazer um acordo" com o Irã.

O líder norte-americano também desmentiu relatos da imprensa dos EUA de que ele estaria desesperado para chegar a um cessar-fogo com o Irã. Segundo ele, o Exército norte-americano fez 99% do trabalho, e o Estreito de Ormuz seria o 1% restante.

Nós dizimamos eles militarmente, não têm Marinha, Exército, um míssil ou outro. O problema no Estreito de Ormuz é: fizemos 99%, mas se o 1% permanecer ele pode ser no formato de um míssil disparado contra um navio de US$ 1 bilhão, e isso não pode acontecer — afirmou Trump.

O regime iraniano afirmou nesta quinta-feira que transmitiu aos EUA via mediador Paquistão uma resposta oficial sobre a proposta de 15 pontos elaborada pelo governo Trump. A resposta ocorreu na noite de quarta, horas após a mídia estatal ter dito que Teerã rejeitou a proposta, e apresentou sua própria contraproposta com cinco pontos.

Ao mesmo tempo, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que "nós rezamos por um acordo", durante pronunciamento à imprensa ao lado de Trump.

Na quarta-feira, o regime iraniano chamou o plano de Trump de "excessivo e desconectado da realidade" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito. Uma contraproposta foi submetida pelo governo iraniano.

O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas — disse o governo iraniano, segundo a Press TV.

O que diz a contraproposta

Segundo a Press TV, autoridades iranianas estabeleceram cinco condições sob as quais o Irã concordaria em encerrar a guerra. Elas incluem

A interrupção total da "agressão e dos assassinatos" por parte do "inimigo".

O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja retomada.

O ressarcimento e reparações por danos causados durante a guerra.

O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região.

O "exercício da soberania" do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

Autoridades iranianas acrescentaram ainda que essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante a segunda rodada de negociações em Genebra, realizada poucos dias antes do ataque de EUA e Israel ao país

Proposta dos EUA: plano de paz com 15 pontos

O documento elaborado pelos EUA tem 15 pontos e envolve os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos. Segundo as agências de notícias e o jornal norte-americano "The New York Times", entre os pontos do plano estão

o comprometimento de nunca buscar desenvolvimento de armas nucleares

a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos

a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow

o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah

a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.

As autoridades paquistanesas descreveram à agência que o plano norte-americano, de forma geral, abrange alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear do Irã, limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.

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