A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou o gabinete do ministro do STF, Alexandre de Moraes, na segunda-feira (23) com a expectativa de que o magistrado autorizaria a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Essa expectativa se concretizou no dia seguinte, quando Moraes atendeu ao pedido após ouvir apelos de colegas do STF, políticos e da própria Michelle.
Durante a reunião, que durou cerca de 40 minutos, Michelle relatou a aliados que percebeu Moraes mais receptivo à solicitação de que Bolsonaro fosse transferido para casa. Este foi o segundo encontro entre eles neste ano para discutir a situação do ex-presidente.
Pessoas próximas a Michelle afirmaram que ela saiu do encontro confiante, mesmo sem um compromisso formal de Moraes. Ela descreveu a conversa como positiva, destacando a educação do ministro e a menor tensão em comparação ao primeiro encontro em janeiro.
Moraes mencionou que havia recebido informações sobre a saúde de Bolsonaro e que daria atenção especial ao pedido de prisão domiciliar humanitária. Michelle afirmou que o melhor para seu marido seria a prisão domiciliar, em vez de permanecer na unidade prisional conhecida como Papudinha, onde ele estava sob cuidados médicos.
Bolsonaro está internado em um hospital particular de Brasília desde o dia 13, após passar mal enquanto cumpria pena. Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana por broncoaspiração e a equipe médica indicou que ele deve ter alta na sexta-feira (27), seguindo diretamente para casa.
O encontro de segunda-feira foi solicitado por Michelle, que queria expressar pessoalmente ao ministro que Bolsonaro não deveria ficar sozinho à noite devido ao risco de broncoaspiração. Líderes políticos acreditam que, em casa, Bolsonaro poderá participar mais ativamente da campanha de seu filho, Flávio Bolsonaro.
Flávio, que se tornou advogado do pai, teve uma reunião com Moraes no dia 17, onde expôs preocupações sobre a saúde do ex-presidente. A Procuradoria-Geral da República também se manifestou a favor da prisão domiciliar, ressaltando a necessidade de cuidados contínuos para monitorar a saúde de Bolsonaro.