A partir deste sábado, as regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil iniciam a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A mobilização se estenderá até 30 de maio, com foco em grupos mais vulneráveis, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes.
O Ministério da Saúde já distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina e recomenda que estados e municípios intensifiquem suas estratégias logo no início da campanha, promovendo ações de busca ativa para alcançar os públicos prioritários.
O Dia D de vacinação ocorrerá também neste sábado, oferecendo imunização gratuita nas unidades básicas de saúde (UBS). Algumas regiões, como o Distrito Federal, anteciparam o início da campanha, que começou na quarta-feira (25), enquanto o Rio de Janeiro iniciou na terça-feira (24).
Para aumentar a adesão à vacinação, o Governo do Brasil enviará 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação até quinta-feira (26). Essa ação visa reforçar a divulgação de informações oficiais e incentivar a população a se vacinar.
Dados preliminares de 2026 indicam um aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram registrados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos, com a influenza representando 28,1% das infecções graves identificadas.
A vacinação é a principal medida preventiva contra a influenza, contribuindo para a redução de casos graves, internações e mortes. A campanha na Região Norte será realizada no segundo semestre, em razão da sazonalidade da doença.
A vacina trivalente deste ano protege contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1), Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). A atualização anual da vacina é fundamental para acompanhar as novas cepas do vírus.
Além dos grupos prioritários já mencionados, a imunização também é oferecida a profissionais de saúde, indígenas, pessoas em privação de liberdade e indivíduos com doenças crônicas. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia: as já vacinadas recebem uma dose, enquanto as não vacinadas devem receber duas doses, com um intervalo mínimo de quatro semanas.
A vacina contra a gripe pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do calendário nacional, incluindo a da covid-19.