O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos estão em negociações com o Irã, levantando expectativas sobre um possível acordo para encerrar a guerra que começou há quase quatro semanas. Segundo informações do Axios, Egito, Paquistão e Turquia estão mediando as conversas.
Esses mesmos países tentaram organizar uma ligação com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e sua equipe. No entanto, a liderança em Teerã nega qualquer diálogo, e Ghalibaf classificou as informações como "fake news", alegando que o objetivo seria manipular os mercados financeiros e de petróleo.
Apesar das negações, o governo Trump está considerando Ghalibaf como um possível parceiro e até mesmo um futuro líder, sinalizando uma mudança de uma abordagem militar para uma solução negociada.
Ghalibaf, de 64 anos, é um ex-comandante da Guarda Revolucionária e possui um doutorado em geografia política. Ele teve uma carreira significativa dentro da Guarda, atuando em diversas funções, incluindo a liderança da Força Aérea.
Ele também foi chefe da polícia nacional e teve um papel ativo em repressões a protestos. Ghalibaf já se candidatou à presidência do Irã em três ocasiões, mas não obteve sucesso. Durante seu tempo como prefeito de Teerã, surgiram acusações de corrupção relacionadas à venda de imóveis públicos.
Nos últimos anos, escândalos envolvendo sua família também ganharam destaque, incluindo tentativas de seu filho de obter residência no Canadá e viagens de sua filha ao exterior, o que gerou críticas em um contexto de crise econômica no Irã.
Ainda não está claro qual será o papel de Ghalibaf no futuro do Irã, mas sua influência dentro da Guarda Revolucionária é notável. Fontes indicam que a Casa Branca está testando vários candidatos para liderar o país, enquanto busca alguém disposto a negociar.
O governo americano não comentou publicamente sobre as negociações, afirmando que não discutirá questões diplomáticas sensíveis pela mídia. Além disso, o Wall Street Journal informou que milhares de fuzileiros navais dos EUA serão enviados ao Oriente Médio para restabelecer a segurança na região.