Nesta quarta-feira, o Irã rejeitou uma proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos, conforme reportado pela Press TV, a emissora estatal iraniana. Teerã recebeu o plano, mas o qualificou como 'excessivo', afirmando que o presidente Donald Trump não terá a palavra final sobre o término do conflito.
A proposta de cessar-fogo foi entregue ao Irã por meio do Paquistão, conforme confirmaram autoridades de ambos os países. No entanto, detalhes sobre o conteúdo do plano não foram divulgados, e não está claro se se trata do documento de 15 pontos elaborado por Washington.

Enquanto Trump afirmou que os iranianos 'querem fazer um acordo', Teerã rebateu, alegando que o presidente americano 'negocia consigo mesmo' e negou que haja tratativas em andamento. Uma autoridade iraniana também mencionou que a Turquia está colaborando para facilitar o diálogo e que tanto a Turquia quanto o Paquistão são considerados locais potenciais para as negociações.
O Paquistão, que mantém laços com os EUA e é vizinho do Irã, se ofereceu para sediar as negociações de cessar-fogo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, fez a oferta, que foi compartilhada por Trump em suas redes sociais. Fontes indicaram que encontros presenciais poderiam ocorrer em Islamabad, mas nenhuma confirmação oficial foi dada.
O plano de paz dos EUA, que contém 15 pontos, aborda questões como os programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã. Entre os principais tópicos estão o compromisso de não desenvolver armas nucleares, limitações no alcance e número de mísseis, desativação de usinas de enriquecimento de urânio e o fim do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah, além da criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
As autoridades paquistanesas descreveram que o plano também inclui alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear iraniano e acesso à navegação pelo Estreito de Ormuz.