Uma pesquisa recente aponta que a maioria dos americanos considera que as ações militares dos Estados Unidos contra o Irã ultrapassaram os limites necessários. O levantamento, realizado pelo centro de estudos da Associated Press (AP-NORC), revela que 59% dos entrevistados veem a intervenção como excessiva.
O conflito, que já se estende por quatro semanas, é conduzido em parceria com Israel e, apesar da aprovação estável do presidente Donald Trump, pode se tornar um desafio político para o governo republicano. Além disso, a pesquisa destaca um aumento na preocupação com os preços da gasolina, com 45% dos entrevistados expressando grande apreensão em relação ao custo do combustível.

Embora haja críticas à condução da guerra, a maioria dos americanos apoia o objetivo de impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, com cerca de dois terços considerando essa meta de extrema importância. No entanto, a necessidade de controlar os preços do petróleo e gás também é vista como crucial, o que pode complicar as decisões do governo.
A aprovação geral de Trump permanece em torno de 40%, sem mudanças significativas em relação ao mês anterior. A avaliação de sua política externa é ligeiramente inferior, e a falta de clareza sobre os próximos passos no conflito gera desconfiança sobre sua capacidade de tomar decisões corretas em relação ao uso da força militar.
A pesquisa também revela divisões políticas em relação ao conflito. Enquanto cerca de 90% dos democratas acreditam que as ações foram exageradas, entre os republicanos, a opinião é mais dividida, com metade considerando a resposta adequada. O apoio a medidas mais agressivas, como o envio de tropas terrestres, enfrenta forte rejeição, com cerca de 60% dos entrevistados se opondo a essa ideia.
A pesquisa foi realizada com 1.150 adultos entre 19 e 23 de março, com uma margem de erro de quatro pontos percentuais.