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Estados Unidos solicitam novos mísseis e sistemas de defesa

Os Estados Unidos anunciaram a encomenda de mais mísseis e sistemas de defesa, destacando um clima de 'estado de guerra'. A medida reflete a crescente tensão internacional.
Foto: / Frank Trevino/12-01-1987

Os Estados Unidos decidiram aumentar suas capacidades militares com a encomenda de novos mísseis e sistemas de defesa. A administração do país caracterizou a situação atual como um ‘estado de guerra’, evidenciando a urgência em fortalecer a segurança nacional diante de desafios globais.

O tratado, assinado em 1987 pelo então presidente americano Ronald Reagan e o líder soviético Mikhail Gorbachov, limitava o uso de mísseis de médio alcance, tanto convencionais como nucleares.

Ambos lados sinalizaram durante meses sua intenção de retirar-se do tratado , trocando acusações de romper os termos do pacto. Nesta sexta, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciou a retirada formal de Washington durante um foro regional em Bangcoc, minutos depois de a Rússia declarar o fim do tratado.

Horas mais tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump , assegurou que qualquer novo tratado para frear o desenvolvimento de mísseis nucleares deveria incluir também a China.

Segundo os americanos, Moscou aumentou suas capacidades bélicas de maneira incompatível com o tratado que se refere a mísseis com um alcance de 500 a 5.500 km. Na década de 1980, o acordo permitiu a eliminação dos mísseis russos SS20 e dos americanos Pershing.

— Agora que nos retiramos (do tratado), o Departamento de Defesa continuará com o desenvolvimento destes mísseis convencionais para lançamento terra-ar, como uma resposta prudente às ações da Rússia — disse o chefe do Pentágono , Mark Esper.

Esper acrescentou que os americanos começaram as pesquisas sobre estes sistemas de mísseis em 2017, enquanto permaneciam sob o tratado INF relativo às forças nucleares intermediárias. Mas como os Estados Unidos cumpriram “escrupulosamente” suas obrigações com o tratado de 1987 até sua retirada formal,

estes programas estão nas primeiras etapas — afirmou Esper em um comunicado.

Moscou, no entanto, diz que Washington está cometendo um “grave erro” ao se retirar do tratado, e insiste que os Estados Unidos abandonaram o acordo para seu próprio benefício, e não por alegadas violações russas.

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