Desde o início da ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o Irã tem enfrentado uma devastação significativa em sua infraestrutura de saúde. O Crescente Vermelho iraniano informou que mais de 280 unidades de saúde, incluindo hospitais, clínicas e farmácias, foram atingidas, além de 94 ambulâncias.
O presidente do Crescente Vermelho, Pirhossein Kolivand, destacou que mais de 82 mil infraestruturas civis foram danificadas ou destruídas pelos bombardeios. Entre os alvos atingidos estão 17 centros da própria entidade e dezenas de veículos de resgate.
As estimativas sobre o número de mortos variam consideravelmente. Autoridades iranianas afirmam que mais de 1.500 pessoas perderam a vida desde o início da ofensiva, enquanto a organização Human Rights Activists in Iran sugere que o total de vítimas fatais pode ultrapassar 3.000.
O conflito teve início com ataques coordenados contra o território iraniano, e desde então, o Irã tem retaliado com lançamentos de mísseis e drones direcionados a Israel e outros alvos estratégicos na região. Além disso, o país mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial.