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Cuba enfrenta apagão generalizado após colapso energético

Imagens de satélite revelam a escuridão em Cuba, onde a crise energética se intensificou, afetando mais de 10 milhões de pessoas e paralisando serviços essenciais.
Foto: G1

Recentes imagens de satélite mostram Cuba imersa na escuridão noturna, refletindo a gravidade do colapso energético que o país enfrenta. A situação se agravou nas últimas semanas, resultando em um segundo blecaute nacional em menos de uma semana.

Uma residente, que optou por não se identificar, compartilhou sua experiência:

Você sabe quando começa, mas não quando termina

. A falta de energia se tornou uma constante, impactando o transporte público e a movimentação nas ruas.

Cuba enfrenta apagão generalizado após colapso energético
Cuba enfrenta apagão generalizado após colapso energético

A crise energética, que já é parte da rotina cubana, se intensificou no início do ano, quando o fornecimento de petróleo da Venezuela, principal fornecedor da ilha, foi interrompido devido a sanções dos Estados Unidos. Sem insumos adequados, as usinas não conseguem operar, levando a interrupções massivas no fornecimento de energia.

No dia a dia, a falta de energia se traduz em improvisos. O transporte público praticamente parou, e alternativas como bicicletas e carros adaptados para carvão se tornaram comuns. Dariel, um cozinheiro em Havana, descreve como cada refeição em casa se tornou um desafio, com a escassez de água dificultando a preparação dos alimentos.

Além disso, a falta de energia afetou serviços essenciais, resultando em acúmulo de lixo nas ruas devido à paralisação dos caminhões de coleta. Pequenos comércios fecharam e muitos trabalhadores ficaram sem salários, com contratos congelados.

Uma socióloga que trabalha em uma loja de roupas expressou sua ansiedade diante da situação:

Eu não durmo. Há uma grande incerteza. Estou muito irritada.

A crise energética ocorre em um contexto de crescente tensão política. O embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, que já dura mais de 60 anos, se intensificou com novas ameaças de sanções a países que fornecem petróleo à ilha. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu que o governo está em negociações com os Estados Unidos, enquanto declarações do presidente americano, Donald Trump, aumentam a tensão diplomática.

Em meio a essa instabilidade, houve relatos de ataques a prédios do Partido Comunista em cidades do interior, refletindo o descontentamento popular.

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