O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que "o Irã não tem mais líderes
após os recentes ataques americanos e israelenses, e que o país concordou em não desenvolver armas nucleares. Trump destacou que a Casa Branca está
conversando com as pessoas certas" em Teerã para buscar o fim do conflito, mencionando que os iranianos desejam encerrar a guerra devido ao esgotamento de seu poderio militar.
Essas declarações surgem após uma pesquisa da Reuters/Ipsos que revelou uma queda na aprovação dos ataques ao Irã entre os americanos, de 40% para 36%. Ao mesmo tempo, os EUA estão se preparando para enviar milhares de novos soldados ao Oriente Médio, o que representa um aumento no reforço militar na região, mesmo com o governo Trump buscando negociações com o Irã.

Fontes anônimas indicaram que as tropas a serem enviadas pertencem à 82ª Divisão Aerotransportada, uma unidade de elite baseada em Fort Bragg, na Carolina do Norte. No entanto, não foram divulgados detalhes sobre o destino ou a data do envio. Uma das fontes mencionou que ainda não foi decidida a possibilidade de enviar tropas para o Irã, mas que o deslocamento visa reforçar a capacidade para operações futuras na região.
As Forças Armadas dos EUA não comentaram sobre o assunto, encaminhando o pedido à Casa Branca, que não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O envio de soldados se soma ao deslocamento de milhares de fuzileiros navais e marinheiros a bordo do USS Boxer, um navio de assalto anfíbio, que ocorreu na semana anterior.
Esses movimentos militares acontecem um dia após Trump ter adiado ameaças de bombardear usinas de energia iranianas, afirmando que houve conversas "produtivas" com o Irã, embora o país tenha negado qualquer negociação.