O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, tem incentivado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a prosseguir com a guerra contra o Irã, conforme reportado pelo jornal norte-americano 'The New York Times'.
Fontes citadas pelo jornal indicam que Salman expressou essa posição em conversas telefônicas com Trump, considerando a guerra atual uma 'oportunidade histórica' para derrubar o regime dos aiatolás e reconfigurar a geopolítica do Oriente Médio.

O líder saudita teria alertado que o Irã representa uma ameaça de longo prazo para os países do Golfo Pérsico, e que essa ameaça só poderia ser eliminada com a queda do regime iraniano.
A postura de Salman é semelhante à do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que também vê o Irã como uma ameaça, embora ambos os governos se considerem adversários. A diferença reside na perspectiva sobre o que significaria uma vitória: enquanto Israel poderia ver uma vantagem se o Irã se tornasse um Estado falido, a Arábia Saudita teme que isso represente um risco à sua segurança.
Além disso, Salman teria instigado Trump a autorizar ataques contra a infraestrutura energética do Irã. Essas informações surgem em um momento em que Trump menciona negociações com o Irã para encerrar o conflito que se intensificou desde o final de fevereiro.
Autoridades sauditas afirmaram que Salman está incentivando Trump a prolongar a guerra, embora tenham negado que ele tenha pressionado pela continuidade do conflito. O governo saudita reiterou seu apoio a uma solução pacífica e destacou sua preocupação com os ataques diários contra seu povo e infraestrutura civil, atribuindo a escalada à escolha do Irã por ações agressivas em vez de soluções diplomáticas.