A Meta, responsável por plataformas como Instagram, WhatsApp e Facebook, foi condenada a pagar US$ 375 milhões após um júri do Novo México considerar que a empresa falhou em proteger crianças contra predadores sexuais. O julgamento, que durou seis semanas, concluiu que a Meta não alertou adequadamente os usuários sobre os riscos associados às suas redes sociais.
A ação judicial foi movida pelo procurador-geral Raúl Torrez, que argumentou que a Meta permitiu que suas plataformas se tornassem ambientes favoráveis à exploração sexual infantil. O júri considerou a empresa culpada em todas as acusações, afirmando que suas práticas eram desleais e enganosas.
Em resposta à decisão, a Meta declarou que discorda do veredicto e planeja recorrer. A empresa ressaltou que investe na segurança de suas plataformas, embora reconheça os desafios em identificar conteúdos e perfis mal-intencionados.
Durante o julgamento, foram apresentados depoimentos de executivos e ex-funcionários da Meta, além de dados de uma investigação que resultou na prisão de três homens envolvidos em exploração sexual infantil. As autoridades utilizaram perfis falsos de crianças nas redes sociais para coletar evidências, recebendo conteúdo sexual e solicitações de material pornográfico.
Dois dos suspeitos foram detidos em um motel, acreditando que iriam encontrar uma menina de 12 anos. Uma nova fase do processo, que será conduzida por um juiz, poderá resultar em mudanças nas plataformas e na imposição de novas penalidades.
Torrez classificou o veredicto como uma "vitória histórica", enquanto a defesa da Meta destacou que cerca de 40 mil funcionários trabalham na segurança das plataformas e que a empresa informa os usuários sobre possíveis falhas.