O Complexo Pediátrico Arlinda Marques (CPAM) em João Pessoa, parte da rede hospitalar do Governo da Paraíba, registrou 618 atendimentos entre a sexta-feira (20) e o domingo (22). Desse total, 217 foram ambulatoriais e 401 na urgência e emergência pediátrica. Além disso, a unidade realizou 959 exames laboratoriais e 9 procedimentos cirúrgicos de urgência.
Referência em média e alta complexidade para crianças e adolescentes, o CPAM observou uma maior incidência de casos de febre não especificada, contabilizando 65 atendimentos. Outros diagnósticos frequentes incluíram tosse (47), diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível (26), náuseas e vômitos (19) e amigdalite aguda não especificada (19). Também foram atendidos casos de nasofaringite aguda (15), infecções agudas das vias aéreas superiores (9) e dispneia (8).
O diretor do CPAM, Daniel Gonçalves, atribui o elevado número de atendimentos ao período sazonal de doenças respiratórias, que ocorre entre março e junho. Ele destaca que a maioria dos casos atendidos não é grave, permitindo que as crianças sejam liberadas após exames e medicação. Gonçalves enfatiza que a unidade é destinada a casos mais complexos e deve ser procurada em situações de alerta.
Os casos em que os pais devem estar atentos são: febre persistente, dificuldade para respirar, chiado no peito, prostração ou recusa alimentar. Nessas situações a recomendação é buscar atendimento imediato em unidade hospitalar, em casos mais leves onde a criança permanece se alimentando, sem febre alta e com sinal de resfriado, o indicado é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A maioria dos pacientes atendidos no CPAM é residente em João Pessoa (336), seguida por Bayeux (52) e Santa Rita (22). Também foram registrados atendimentos de moradores de Conde (10), Sapé (8), Sobrado (7) e Pombal (6), além de outros municípios como Pilar, Solânea e Cabedelo.
Entre os procedimentos cirúrgicos realizados durante o fim de semana, destacam-se drenagem de abscesso, excisão de lesões com sutura, eletrocoagulação de lesões cutâneas e implantação de cateter de longa permanência.
Fonte: Paraiba