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Netanyahu defende ataque a Khamenei em ligação a Trump antes de operação militar

Benjamin Netanyahu contatou Donald Trump para discutir um ataque ao líder supremo do Irã, Ali Khamenei, destacando uma oportunidade única para a operação militar.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez uma ligação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pouco antes do início de uma operação militar conjunta contra o Irã. Durante a conversa, Netanyahu argumentou a favor de um ataque ao líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, citando informações de inteligência sobre uma reunião de Khamenei com aliados em Teerã.

Fontes indicam que a reunião foi antecipada, aumentando a vulnerabilidade de Khamenei a um ataque. Netanyahu enfatizou que a oportunidade de eliminar o líder iraniano poderia não se repetir, mencionando tentativas anteriores do Irã de assassinar Trump, incluindo um suposto plano para 2024.

O Departamento de Justiça dos EUA acusou um homem paquistanês de tentar recrutar pessoas para esse plano, que seria uma retaliação pela morte de Qassem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária iraniana, em uma operação americana.

Na época da ligação, Trump já havia dado sinal verde para uma operação militar contra o Irã, mas ainda não havia decidido os detalhes. A conversa entre os líderes foi considerada crucial para a autorização da Operação Epic Fury, que ocorreu em 27 de fevereiro.

Os bombardeios começaram na manhã de 28 de fevereiro, e Trump anunciou a morte de Khamenei naquela noite. A Casa Branca não comentou diretamente a ligação, mas uma porta-voz afirmou que a operação visava desmantelar a capacidade militar do regime iraniano.

Netanyahu negou que Israel tenha arrastado os EUA para o conflito, afirmando que o presidente Trump não seria influenciado por ninguém. Trump também reiterou que a decisão de atacar foi sua, sem indicações de que Netanyahu tenha pressionado por isso.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, sugeriu que a vingança poderia ter sido um dos motivos para a operação, mencionando que o Irã tentou matar Trump.

Trump, que se apresentava como um candidato que preferia negociar com o Irã, começou a considerar um ataque após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Um primeiro ataque ocorreu em junho, com Israel bombardeando instalações nucleares e locais ligados a mísseis.

Antes da ligação, o secretário de Estado Marco Rubio havia alertado que Israel poderia atacar o Irã independentemente da participação americana. Após os ataques, o Irã retaliou, resultando em mortes de civis e militares, além de impactos significativos na economia global, como o aumento do preço do petróleo.

Com a guerra em andamento, a CIA avaliou que a morte de Khamenei poderia abrir espaço para um governo mais disposto a negociar, mas a expectativa era de que seu sucessor, Mojtaba, fosse ainda mais antiamericano.

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