O presidente do Líbano, Joseph Aoun, expressou preocupações sobre os recentes ataques de Israel, que, segundo ele, indicam uma possível invasão ao território libanês. Aoun destacou que Israel está tentando estabelecer uma 'zona-tampão' ao atacar pontes no sul do país, com o intuito de aumentar a distância entre suas forças e as do Hezbollah.
No dia 16, o Exército de Israel anunciou o início de 'operações terrestres limitadas' no sul do Líbano, direcionadas ao Hezbollah. Essa ação, que é considerada uma invasão, resultou no deslocamento de cerca de 1 milhão de libaneses de suas residências.


Em um comunicado, o Exército israelense afirmou que a operação visa 'estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada', destruindo a infraestrutura do Hezbollah na região. O objetivo é criar uma camada adicional de segurança para os moradores do norte de Israel.
A operação foi precedida por ameaças do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que afirmou que o país tomaria 'territórios' no Líbano se o Hezbollah não cessasse os ataques. Katz também mencionou que havia ordenado ao Exército que se preparasse para expandir as operações no Líbano.
As hostilidades entre Israel e Hezbollah foram retomadas em março, após um período de cessar-fogo desde novembro de 2024, em meio a um conflito mais amplo envolvendo EUA, Israel e Irã. Desde então, Israel intensificou os bombardeios diários no Líbano, com mais de 1.000 alvos do Hezbollah atingidos, enquanto o grupo libanês realiza ataques coordenados com o Irã contra Israel.
A escalada do conflito já resultou em 886 mortes no Líbano e forçou 1 milhão de pessoas a deixar suas casas, conforme relatado pelo governo libanês. O anúncio de Aoun sobre a possibilidade de uma invasão ocorre em meio a relatos de combates entre as forças israelenses e o Hezbollah no sul do Líbano.