Os recentes ataques do Irã a instalações militares utilizadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio resultaram em prejuízos que somam cerca de US$ 800 milhões. Essa cifra, divulgada em uma análise da BBC Internacional, reflete os danos ocorridos nas duas primeiras semanas de um conflito que já dura três semanas e tem gerado um alto custo humano e material.
O levantamento indica que a maior parte dos danos foi registrada durante os ataques de retaliação iranianos, que se intensificaram após o início da ofensiva liderada por EUA e Israel em 28 de fevereiro. Um dos incidentes mais notáveis foi o ataque a um radar do sistema antimísseis Thaad, localizado em uma base americana na Jordânia, avaliado em aproximadamente US$ 485 milhões.
Além disso, os bombardeios resultaram em cerca de US$ 310 milhões em danos a edifícios e outras estruturas militares em diversas bases americanas na região. O impacto do conflito não se limita a perdas materiais; ele também tem gerado um aumento significativo nos preços de energia, afetando os mercados globais.
Em meio a essa escalada, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que os ataques contra o Irã serão intensificados, com o objetivo de eliminar lideranças iranianas e enfraquecer suas capacidades estratégicas, contando com o apoio dos Estados Unidos. Apesar da retórica agressiva, o presidente Donald Trump sugeriu que os EUA estão próximos de alcançar seus objetivos e pode considerar uma redução nas ofensivas.
O conflito já resultou em mais de 2 mil mortes desde seu início. Imagens de satélite analisadas indicam que pelo menos três instalações foram alvo de ataques repetidos: a base de Al-Salim, no Kuwait, Al-Udeid, no Qatar, e Prince Sultan, na Arábia Saudita. O relatório também sugere que a Rússia pode ter compartilhado informações de inteligência com o Irã, o que poderia ter aumentado a eficácia das ofensivas.