O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom de suas críticas à Otan, descrevendo a aliança militar, criada em 1949, como um 'tigre de papel' sem o apoio dos EUA. Em uma postagem na rede Truth Social, Trump afirmou: 'Sem os EUA, A OTAN É UM TIGRE DE PAPEL'.
Trump também acusou os membros da Otan de covardia, afirmando que eles não se uniram para impedir um Irã nuclear. Ele observou que, após a vitória militar, os países reclamam do alto preço do petróleo, mas não se dispõem a ajudar na reabertura do estreito de Hormuz.
A declaração de Trump foi marcada por imprecisões, já que não há evidências de que os EUA e Israel tenham consultado os 31 países da Otan sobre um ataque ao Irã. Além disso, a lógica de pedir ajuda após declarar uma vitória militar foi questionada.
Recentemente, Trump pediu a países europeus e asiáticos que enviassem navios de guerra para garantir a navegação no estreito de Hormuz, mas não obteve apoio. Nações como a Alemanha afirmaram que a guerra não é da Europa.
Trump, contrariado, afirmou que não desejava mais a ajuda da Otan ou de países da Ásia e Oceania, reiterando que a guerra já estava vencida. Ele também descartou a possibilidade de um cessar-fogo, afirmando: 'Você não faz um cessar-fogo quando está obliterando o outro lado'.
A situação se complicou após um ataque de Israel a um campo de gás natural no Irã, resultando em retaliações que afetaram a produção de gás no Qatar e causaram caos no mercado energético mundial.
Trump voltou a criticar os europeus após uma nota conjunta com o Japão, que prometeu ajudar na reabertura de Hormuz, mas sem compromissos militares. A crise entre Trump e a Otan se intensifica, especialmente após a Guerra da Ucrânia, que ele considera um problema europeu.