A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O julgamento virtual foi concluído nesta sexta-feira, com a confirmação da decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a prisão de Vorcaro e de mais dois associados no início do mês.
Além de Vorcaro, permanecem detidos o cunhado Fabiano Zettel, acusado de atuar como operador financeiro, e Marilson Roseno da Silva, um escrivão aposentado da Polícia Federal, que supostamente ajudou a acessar informações sigilosas das investigações. O julgamento começou na sexta-feira anterior, quando a maioria de 3 votos a 0 já havia se formado para manter a prisão, com os votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques.
O ministro Gilmar Mendes proferiu seu voto hoje, acompanhando a maioria, mas fez diversas ressalvas. O ministro Dias Toffoli, que também integra a turma, se declarou suspeito e não participou do julgamento, devido a sua ligação com um resort investigado pela PF, que é associado ao Banco Master.
Na semana passada, após a formação da maioria de votos, Vorcaro trocou de advogado, substituindo a banca de Pierpaolo Bottini por José Luis Oliveira, um renomado criminalista. Essa mudança sugere a intenção de Vorcaro de firmar um acordo de delação premiada.
Recentemente, o banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal, marcando o início das negociações para a colaboração premiada com os delegados responsáveis pela investigação e a Procuradoria-Geral da República.