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Petroleiro russo à deriva no Mediterrâneo gera alerta ambiental

Um petroleiro russo, o Arctic Metagaz, está à deriva no Mediterrâneo, levantando preocupações sobre um possível desastre ambiental devido à sua carga explosiva. Autoridades italianas alertam para o risco iminente.
Foto: Marina Militare / Divulgação via Reuters

Um petroleiro russo, o Arctic Metagaz, encontra-se à deriva no Mar Mediterrâneo, entre Malta e as ilhas italianas, após ser danificado por explosões. A embarcação, que não possui tripulação, flutua em águas internacionais e está sendo arrastada em direção à Líbia, aumentando o risco de um desastre ambiental.

Organizações de conservação alertam que o navio representa uma 'bomba ambiental', com potencial para causar um desastre irreversível. Autoridades italianas afirmam que a situação é crítica, mas até o momento, nenhum país tomou medidas efetivas para evitar um vazamento de sua carga altamente explosiva.

Petroleiro russo à deriva no Mediterrâneo gera alerta ambiental

A vigilância do Arctic Metagaz foi assumida pela Itália em 3 de março, após um suposto ataque da Ucrânia que danificou o casco da embarcação e resultou na evacuação de 30 tripulantes. O navio carrega centenas de toneladas de diesel, óleo combustível e Gás Natural Liquefeito (GNL).

Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, confirmou que a embarcação ainda contém 450 toneladas métricas de combustível pesado e 250 toneladas métricas de diesel, além de gás natural.

O Arctic Metagaz, com 275 metros de comprimento, faz parte da 'frota fantasma' russa, composta por navios sancionados pela União Europeia. A WWF destacou que um possível derramamento poderia causar incêndios e poluição extensa, afetando a biodiversidade do Mediterrâneo.

O subsecretário da Presidência do Conselho de Ministros da Itália, Alfredo Mantovano, alertou que Malta impôs uma proibição de aproximação ao navio, devido ao risco de explosão. Ele descreveu a situação como uma 'bomba-relógio ambiental'.

Na última sexta-feira, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, convocou uma reunião de emergência para discutir o caso. Em uma carta conjunta, líderes de vários países europeus solicitaram a ativação do mecanismo de proteção civil da União Europeia, alertando sobre o risco iminente de um desastre ecológico.

Com o navio se afastando das águas europeias, a continuidade da ação da União Europeia permanece incerta. As autoridades líbias, por sua vez, apenas orientaram que embarcações na costa estejam atentas ao movimento do Arctic Metagaz, sem anunciar medidas concretas.

Desde o ano passado, a Ucrânia tem atacado a frota fantasma russa, que transporta petróleo burlando sanções ocidentais. No entanto, não se manifestou sobre o incidente atual, que Moscou classificou como 'atentado terrorista e ato de pirataria'.

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