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Nova variante da mpox gera alerta da OMS e questiona eficácia de antiviral

A OMS emitiu um alerta sobre uma nova variante do vírus da mpox, que combina linhagens diferentes, enquanto um estudo questiona a eficácia do antiviral tecovirimat em pacientes imunocompetentes.
Foto: variante

A recente identificação de uma nova cepa recombinante do vírus da mpox provocou um alerta global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que essa variante contém material genético de duas linhagens distintas do vírus, o que levanta preocupações sobre a possibilidade de circulação não detectada.

Um estudo publicado na revista The New England Journal of Medicine (TNEJM) revelou que o antiviral mais utilizado contra a mpox, o tecovirimat, pode não ser eficaz para todos os pacientes. Os resultados indicam que o medicamento não apresentou benefícios significativos em pacientes imunocompetentes, questionando sua utilização como tratamento padrão.

A nova cepa, resultante da recombinação entre os clados Ib e IIb do vírus MPXV, foi identificada retrospectivamente na Índia, com sintomas iniciando em setembro de 2025, e um caso também foi confirmado no Reino Unido. Até o momento, não há evidências de transmissão secundária entre contatos próximos.

A análise genética sugere que o vírus mantém sua capacidade de replicação, mas ainda não se sabe se essa nova variante é mais transmissível ou grave. A recombinação é um fenômeno natural na evolução viral, que pode dificultar a detecção em testes convencionais e requer um monitoramento genético mais rigoroso.

  • Dificuldade na detecção por testes convencionais
  • Suspeita de circulação não identificada
  • Incerteza sobre a gravidade da doença
  • Eficácia limitada do principal antiviral em alguns casos

Diante desse cenário, a OMS recomenda um aumento na vigilância, ampliação do sequenciamento genético e a continuidade das estratégias de prevenção, como o rastreamento de contatos e a vacinação de grupos de risco. Embora não haja evidências de aumento na gravidade da doença até agora, o surgimento dessa nova cepa indica que o vírus continua a evoluir, exigindo atenção constante das autoridades de saúde.

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