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Israel confirma morte de Ali Larijani, figura chave do regime iraniano

O governo de Israel anunciou a morte de Ali Larijani, um dos principais operadores do regime iraniano, em um ataque recente. Sua morte marca um novo capítulo na ofensiva contra a liderança teocrática do Irã.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O governo de Israel confirmou a morte de Ali Larijani, considerado um dos principais operadores do regime islâmico do Irã, em um ataque realizado na madrugada desta terça-feira. Inicialmente, a mídia estatal iraniana havia noticiado apenas a morte de Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, responsável por reprimir protestos contra a teocracia.

Após o anúncio da ofensiva, a conta de Larijani no X publicou uma nota escrita à mão, onde ele celebrava a morte de marinheiros em um ataque de um submarino americano contra uma fragata iraniana no oceano Índico. Larijani, de 67 anos, é a figura mais importante a ser alvo de Israel desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Naquela ocasião, ataques conjuntos com os Estados Unidos resultaram na morte do pai de Mojtaba Khamenei, que havia comandado o país por 37 anos. Larijani emergiu como uma figura forte do regime, assumindo o controle da comunicação do governo e suplantando o presidente Masoud Pezeshkian.

Houve queixas entre os integrantes da Assembleia dos Especialistas sobre a falta de transparência no processo de escolha do novo líder, que ocorreu rapidamente. Larijani era próximo da Guarda Revolucionária, uma entidade influente na vida econômica e civil do Irã, e era visto como um fiador de Mojtaba.

Apesar de suas posições duras, Larijani era considerado um canal confiável para negociações, algo que Israel não deseja. A presença de Mojtaba Khamenei, que se pronunciou publicamente apenas uma vez, permanece incerta, com relatos de que ele foi ferido no ataque que matou seu pai.

O presidente americano, Donald Trump, questionou a veracidade das informações sobre a condição de Mojtaba. Enquanto isso, a agência Reuters informou que autoridades iranianas se reuniram com ele, que se manteve firme em sua posição de não negociar com os EUA e Israel.

A morte de Larijani representa um novo capítulo na ofensiva promovida por Washington e Tel Aviv contra o regime iraniano. A milícia Basij, que Larijani comandava, é composta por jovens ideológicos e foi responsável pela repressão a protestos em janeiro, que resultaram em milhares de mortos.

Além de Larijani, o ataque também teria atingido Akram al-Ajouri, chefe da ala militar do grupo Jihad Islâmica, que estava no Irã. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que Larijani havia determinado a eliminação de altas autoridades do regime iraniano.

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