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Conflito no Irã pode aumentar insegurança alimentar global

O Programa Mundial de Alimentos alerta que a guerra no Irã pode levar 45 milhões a mais à fome aguda até junho, somando-se aos 318 milhões já afetados. A situação é crítica, especialmente na África e na Ásia.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas emitiu um alerta sobre o impacto da guerra no Irã na segurança alimentar global. Se o conflito persistir até junho, estima-se que quase 45 milhões de pessoas adicionais poderão enfrentar insegurança alimentar aguda, elevando o total para 363 milhões.

Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã têm bloqueado rotas essenciais para a ajuda humanitária, atrasando o envio de suprimentos. A interrupção do transporte marítimo no Estreito de Hormuz e os riscos no Mar Vermelho estão elevando os custos de energia e fertilizantes, agravando a fome em várias regiões.

Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, a fome global já havia atingido níveis alarmantes, afetando 349 milhões de pessoas. O PMA alerta que a continuidade do conflito no Oriente Médio pode resultar em uma situação semelhante nos próximos meses.

Se esse conflito continuar, ele enviará ondas de choque pelo globo, e as famílias que já não conseguem pagar a próxima refeição serão as mais atingidas. Sem uma resposta humanitária adequadamente financiada, isso pode significar uma catástrofe para milhões que já estão à beira do abismo — afirmou Carl Skau, vice-diretor executivo do PMA.

O PMA também relatou um aumento de 18% nos custos de transporte marítimo desde o início dos ataques, o que, combinado com cortes nos gastos de doadores, agrava ainda mais a situação.

As regiões mais vulneráveis incluem a África Subsaariana e a Ásia, onde se prevê um aumento significativo na insegurança alimentar. No Sudão, por exemplo, a dependência de importações de trigo torna a população especialmente suscetível a aumentos de preços.

Para calcular o impacto, analistas do PMA consideraram o número de pessoas que já não podiam pagar uma dieta adequada e modelaram o efeito do aumento dos preços do petróleo sobre os custos de transporte e alimentos.

As projeções indicam que a insegurança alimentar pode aumentar em várias regiões, com a Ásia prevendo um acréscimo de 24%, a África Ocidental e Central de 21%, e a África Oriental e Austral de 17%.

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