Pesquisar

Deputada é investigada por viagens financiadas por esquema de fraudes no INSS

Investigadores da Polícia Federal revelam que a deputada Maria Gorete Pereira teve suas viagens pagas com dinheiro de fraudes no INSS, envolvendo propinas e estratégias para legalizar repasses.
Foto: deputada federal Maria Gorete Pereira / INSS

A deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) é alvo de investigações da Polícia Federal que indicam que suas viagens foram financiadas com recursos oriundos de um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O rombo financeiro, que pode ter chegado a bilhões de reais, foi revelado por levantamentos realizados pela PF.

Mensagens obtidas durante a investigação, que incluíram a quebra de sigilo telemático, mostram que a parlamentar recebeu quantias significativas de membros do esquema criminoso, ligadas a empresas associadas à advogada Cecília Rodrigues Mota, que foi presa recentemente.

Os diálogos revelam que Maria Gorete tinha ciência da origem dos recursos e discutia com integrantes da organização sobre maneiras de dar uma aparência de legalidade aos repasses. Em uma conversa, a deputada sugere ao empresário Natjo de Lima Pinheiro, identificado como operador financeiro do grupo, que os pagamentos fossem realizados através de um escritório de advocacia, ao invés de uma associação, para aumentar a legitimidade dos repasses.

Ela reconheceu em mensagem a uma sobrinha que o uso do escritório de advocacia conferiria mais credibilidade aos repasses. A sobrinha, Sofia Lilia Freitas Pereira, é mencionada na investigação como administradora de uma empresa que teria sido utilizada para a compra de um apartamento de luxo avaliado em mais de R$ 4 milhões, que, segundo a PF, seria de propriedade da deputada.

A investigação também revelou que a deputada estava listada em uma planilha de distribuição de propinas, com um repasse indicado de R$ 780.433,50. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que Maria Gorete cumpra medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Em nota, a deputada afirmou que não cometeu qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade. Ela destacou sua trajetória pública de mais de 40 anos pautada pela integridade e afirmou que sua defesa está analisando a decisão judicial.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima