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Familiares de Eliza Samúdio criticam liberdade de Bruno Fernandes

Em carta aberta, familiares de Eliza Samúdio expressam indignação pela liberdade do goleiro Bruno, considerado foragido, e cobram justiça e cumprimento da pena imposta.
Foto: Samudio

Familiares de Eliza Samúdio manifestaram sua indignação em uma carta aberta, criticando a liberdade do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, que é considerado foragido. No documento, as autoras, Sônia Fátima Moura e Maria do Carmo dos Santos, descrevem as ações de Bruno como um "deboche à Justiça".

Elas exigem que as autoridades tomem providências e que a pena de Bruno, condenado pelo feminicídio de Eliza, seja cumprida rigorosamente. A família enfatiza que não busca vingança, mas sim justiça, e pede que a Vara de Execução Penal investigue possíveis viagens não autorizadas do goleiro nos últimos anos.

O texto ressalta a necessidade de uma atuação rigorosa do Ministério Público em relação a eventuais descumprimentos das regras da Lei de Execução Penal. Além disso, a família solicita que o Poder Judiciário assegure o cumprimento integral da pena, conforme determinado.

No desabafo, as autoras afirmam:

Escrevemos porque o silêncio não é uma opção, porque o sistema judiciário, que deveria proteger e garantir o cumprimento das leis, tem falhado reiteradamente conosco — e, por extensão, com toda a sociedade.

A carta menciona que, em 15 de fevereiro deste ano, Bruno viajou sem autorização judicial para o Acre, onde participou de uma partida de futebol. As autoras destacam a contradição entre a liberdade do condenado e a dor da família, que nunca pôde enterrar Eliza.

Além disso, elas criticam a falta de responsabilidade de Bruno em relação ao filho, afirmando que ele se negou a realizar exames de DNA e não contribuiu financeiramente para a criação da criança. Questionam como um apenado pode não ser localizado pela Justiça, mesmo sendo obrigado a manter seu endereço atualizado.

A família conclui sua carta questionando a eficácia do sistema judiciário em casos de violência contra a mulher e pede que a Vara de Execução Penal cumpra seu papel de forma eficiente. Bruno, que cumpre pena de 22 anos e 3 meses, é procurado pela Justiça após descumprir regras de liberdade condicional.

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