O operador estatal de energia elétrica de Cuba anunciou que a rede de energia do país colapsou, resultando na falta de luz para todos os habitantes da ilha. O bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao petróleo, essencial para o setor energético cubano, está em vigor há cerca de três meses.
A crise se intensificou após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, com Caracas, agora sob a liderança de Delcy Rodríguez, sendo um importante aliado energético de Havana. A ilha já enfrentava apagões frequentes, situação que se agravou no último ano.
No último sábado, manifestantes críticos ao governo atacaram um escritório do Partido Comunista em Cuba, um ato de dissidência pública desencadeado pela crise energética. O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu que o regime tem dialogado com a Casa Branca desde então.
Embora os dois países tenham uma relação tensa, já houve momentos de negociação desde a Revolução Cubana em 1959. Desde então, diversos presidentes americanos tentaram mudar a situação em Cuba, mas sem sucesso. Atualmente, a administração dos EUA parece ver a ilha como um alvo para uma diplomacia mais agressiva.