O câncer colorretal, conhecido como câncer de intestino, ocupa a segunda posição entre os tipos mais comuns de câncer em mulheres no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de mama. Apesar de sua prevalência, a doença ainda é menos abordada em comparação a outros tumores que afetam o público feminino.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o número de diagnósticos deve aumentar nos próximos anos, passando de cerca de 23 mil casos anuais para aproximadamente 27 mil entre 2026 e 2028. Esse crescimento representa um aumento superior a 15%, superando a média de outros tipos de câncer.
No mês em que se celebra o Dia da Mulher, diversas campanhas de conscientização têm como objetivo chamar a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer colorretal. A coloproctologista Lucia Oliveira, da Casa de Saúde São José, destaca que a doença se desenvolve no intestino grosso e pode apresentar sintomas que nem sempre são facilmente reconhecidos.
Os principais sinais associados ao câncer colorretal incluem mudanças nos hábitos intestinais, presença de sangue nas fezes, anemia, dor abdominal, fraqueza e perda de peso. Contudo, muitos casos são diagnosticados tardiamente, em parte porque os sintomas podem ser confundidos com condições mais comuns.
Entre as mulheres, sintomas como dor abdominal, inchaço, fadiga ou alterações no funcionamento intestinal podem ser erroneamente atribuídos a problemas como tensão pré-menstrual ou endometriose. Além disso, fatores culturais podem dificultar a busca por ajuda médica, já que muitas mulheres se sentem constrangidas ao discutir hábitos intestinais ou mudanças em seu organismo.