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Eleições municipais na França: um teste para a extrema-direita

Os franceses votaram para eleger prefeitos em um pleito que avalia a força da extrema-direita e a resistência dos partidos tradicionais antes da eleição presidencial do próximo ano.
Pessoa vota no primeiro turno das eleições municipais em Paris neste domingo (15) — Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

Neste domingo, os eleitores franceses compareceram às urnas para escolher seus prefeitos, em uma votação que é considerada um teste crucial para a extrema-direita e para os partidos tradicionais, à medida que se aproxima a eleição presidencial do próximo ano.

Os prefeitos eleitos administrarão cerca de 35 mil municípios, que variam de grandes cidades a pequenos vilarejos. Os resultados dessas eleições locais têm o potencial de influenciar o cenário político nacional, especialmente em um momento em que pesquisas indicam que o Reunião Nacional (RN), partido de extrema-direita, pode ter chances de vitória nas próximas eleições presidenciais.

A votação se encerra às 17h (horário de Brasília), com os resultados preliminares sendo divulgados em seguida. Em diversas cidades de médio e grande porte, um segundo turno ocorrerá em 22 de março.

O RN, que adota uma postura anti-imigração e eurocética, busca conquistar espaço nas eleições municipais, apresentando candidatos em centenas de municípios. O partido espera demonstrar um aumento em sua popularidade e conquistar vitórias significativas que possam impulsionar sua campanha presidencial.

Se o povo de Marselha fizer uma escolha corajosa (…) isso encorajará e esclarecerá os franceses sobre a escolha que farão no próximo ano — afirmou Franck Allisio, candidato do RN em Marselha.

Allisio está em empate técnico nas pesquisas do primeiro turno com o atual prefeito socialista, Benoit Payan, o que representa uma oportunidade inédita para o RN em uma grande cidade francesa.

Em uma seção eleitoral em Marselha, um trabalhador da construção civil expressou ceticismo em relação ao RN, afirmando:

Eles não são piores do que os outros. Isso não vai mudar nada. Nada muda, e esse é o problema.

Ele destacou que a segurança é sua principal preocupação nesta eleição.

Pesquisas indicam que a segurança é a prioridade número um para os eleitores, alinhando-se com a ênfase do RN em questões de lei e ordem. Uma questão central será quais alianças o RN formará com outros partidos entre os dois turnos e se essa eleição poderá romper com a tradição de evitar a extrema-direita.

Nas últimas eleições municipais de 2020, a esquerda teve um desempenho favorável em todo o país, mas atualmente se encontra em uma posição enfraquecida. A capacidade da esquerda de manter Paris e outras cidades conquistadas, como Nantes e Estrasburgo, será observada com atenção.

Outro ponto importante é se os principais partidos de esquerda considerarão formar alianças com o partido de extrema-esquerda França Insubmissa (LFI) entre os dois turnos.

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