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Operação Indébito investiga fraudes no INSS e envolve deputada

A Operação Indébito investiga fraudes em aposentadorias do INSS, com foco na deputada Maria Gorete Pereira e outros operadores do esquema. Medidas cautelares foram determinadas.
Foto: INSS

A Polícia Federal deflagrou a Operação Indébito, que investiga fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. Entre os principais alvos está a deputada federal Maria Gorete Pereira, que deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Essa operação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que revelou a inclusão de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas em todo o Brasil. Maria Gorete Pereira, fisioterapeuta e deputada, é acusada de estar ligada a uma das associações investigadas, tendo recebido procuração da Aapen para firmar acordos com o INSS, o que lhe conferia autonomia para realizar descontos diretamente nos benefícios.

A investigação aponta que a deputada movimentou aproximadamente R$ 245 mil em transações suspeitas entre 2018 e 2023. Outro alvo da operação é Natjo de Lima Pinheiro, empresário do setor de saúde, considerado um dos principais operadores do esquema. Ele foi preso durante a ação e é acusado de gerenciar as associações e o fluxo financeiro relacionado aos descontos indevidos.

Cecília Rodrigues Mota, advogada e também presa, é identificada como parte do núcleo operacional do esquema, atuando ao lado de Natjo e utilizando intermediários para movimentações financeiras. As investigações revelam que o grupo utilizava dados falsos em sistemas oficiais para autorizar cobranças nos contracheques de aposentados, frequentemente sem o consentimento das vítimas.

O esquema pode ter movimentado bilhões de reais, afetando beneficiários em diversas regiões do país. A PF está cumprindo 19 mandados de busca e apreensão, além de prisões e outras medidas cautelares no Distrito Federal e no Ceará. Os investigados podem enfrentar acusações de organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas públicos.

A defesa da ex-deputada foi contatada, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

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