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Histórico de Governadores Paraibanos que Disputaram o Senado

Desde a redemocratização, vários Governadores da Paraíba optaram por concorrer ao Senado ao final de seus mandatos. João Azevêdo é o próximo a seguir esse caminho, apoiado por Prefeitos e com alta aprovação.
Foto: Wilson Braga

Desde o retorno da redemocratização em 1982, muitos Governadores paraibanos decidiram disputar o Senado ao final de seus mandatos. Wilson Braga, Ronaldo Cunha Lima, José Maranhão e Cássio Cunha Lima são exemplos desse movimento. O atual Governador João Azevêdo se junta a essa lista, contando com o apoio de um grande número de Prefeitos e uma alta taxa de aprovação.

Wilson Braga

Wilson Braga foi o primeiro Governador eleito por meio de eleições diretas desde 1965, vencendo uma disputa acirrada contra o Deputado Federal Antônio Mariz. No entanto, seu governo foi marcado por acusações de corrupção e um suposto envolvimento no assassinato de Paulo Brandão Cavalcante, o que resultou em uma queda significativa em sua popularidade antes das eleições de 1986. Apesar disso, ele decidiu deixar o cargo em maio de 1986 para concorrer ao Senado pelo PFL, mas terminou em terceiro lugar.

Ronaldo Cunha Lima

Ronaldo Cunha Lima, eleito em 1990 após uma disputa acirrada contra Wilson Braga, também teve um final de mandato conturbado. Em 1993, ele se envolveu em um incidente violento conhecido como Caso Gulliver, mas, ao contrário de Braga, manteve sua popularidade e foi o mais votado na eleição para o Senado em 1994, superando Humberto Lucena.

José Maranhão

José Maranhão assumiu o governo em 1995 após o falecimento de Antônio Mariz e se preparou para a reeleição em 1998. No entanto, um racha no MDB resultou na saída de Ronaldo Cunha Lima e seus apoiadores para o PSDB. Maranhão foi reeleito com uma expressiva vantagem e, em 2002, conquistou uma votação recorde ao Senado, superando adversários como Tarcísio Burity e Wilson Braga.

Cássio Cunha Lima

Cássio Cunha Lima foi reeleito em 2006, mas seu segundo mandato foi marcado por problemas judiciais, culminando na cassação de seu mandato em 2009. Mesmo assim, ele decidiu concorrer ao Senado, alcançando uma votação histórica que permanece até hoje, com mais de 1 milhão de votos. A decisão do STF em 2011 permitiu que ele assumisse o cargo, já que a Lei Ficha Limpa não retroagiu.

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