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Escoltas navais não garantem segurança no Estreito de Ormuz, afirma líder da IMO

O presidente da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez, declarou que escoltas navais não asseguram a segurança no Estreito de Ormuz, onde a crise afeta o transporte marítimo.
Foto: G1

Arsenio Dominguez, chefe da Organização Marítima Internacional (IMO), afirmou que as escoltas navais no Estreito de Ormuz não garantem 100% de segurança para os navios que transitam pela região. Em entrevista ao 'Financial Times', ele destacou que a assistência militar não é uma solução sustentável para reabrir o estreito.

O Estreito de Ormuz, que é crucial para o transporte de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, continua em grande parte fechado, o que tem elevado os preços de energia e gerado preocupações com a inflação. A situação também está forçando uma reestruturação rápida e custosa das cadeias de suprimentos, com empresas de logística enfrentando desafios para redirecionar embarcações e evitar a deterioração de produtos perecíveis.

Escoltas navais não garantem segurança no Estreito de Ormuz, afirma líder da IMO

Dominguez expressou preocupação com os navios presos no Golfo, que podem ficar sem suprimentos para suas tripulações, afirmando:

Somos danos colaterais de um conflito cujas causas não têm nada a ver com o transporte marítimo.

O Conselho da IMO se reunirá em sessão extraordinária para discutir os impactos do conflito no transporte marítimo. Dominguez pediu que os gestores de navios evitem navegar na região para proteger tanto as embarcações quanto os marítimos.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, busca apoio de aliados para reforçar a segurança no Estreito de Ormuz, mas enfrenta resistência, especialmente da Europa. O ministro da Defesa da Alemanha declarou que não vê papel para a Otan na crise e questionou a eficácia de uma intervenção europeia, afirmando que a situação não é uma guerra iniciada por eles.

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