O Irã está em tratativas com a Fifa para que seus jogos na Copa do Mundo de 2026 sejam realizados no México. A decisão foi anunciada após o ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, afirmar que a seleção não viajará aos Estados Unidos.
De acordo com a embaixada iraniana no México, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, destacou que a seleção não se sente segura para competir nos EUA. A publicação nas redes sociais cita uma declaração de Taj:
Quando Trump declarou claramente que não pode garantir a segurança da seleção iraniana, nós definitivamente não viajaremos para os Estados Unidos.

No sorteio realizado em dezembro, o Irã foi alocado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com as três partidas programadas para ocorrer em solo americano, especificamente em Los Angeles e Seattle.
O país também se ausentou de uma cúpula de planejamento da Fifa, que ocorreu em Atlanta, envolvendo seleções participantes da Copa do Mundo. O torneio está agendado para acontecer entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos nos Estados Unidos, México e Canadá.
Na última quarta-feira, o Irã anunciou oficialmente sua desistência de participar da 23ª edição da Copa do Mundo. Donyamali afirmou à televisão estatal:
Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo.
A seleção masculina de futebol do Irã havia comemorado sua classificação para a Copa do Mundo 2026 após um empate com o Uzbequistão, em março do ano passado.
Na mesma quarta-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, revelou que se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria manifestado apoio à participação do Irã no torneio. Trump, em declarações anteriores, afirmou que não se preocupa com a presença do Irã na competição, mencionando que o país foi "muito duramente derrotado".
Infantino também comentou sobre a situação atual no Irã e a classificação da seleção para a Copa do Mundo de 2026 em uma publicação em suas redes sociais.