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Trump afirma que Irã foi derrotado, mas conflitos continuam

Após duas semanas de guerra no Oriente Médio, Trump declara que o Irã está derrotado, mas os ataques iranianos persistem e o preço do petróleo atinge recordes.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Após duas semanas de conflito no Oriente Médio, o presidente Donald Trump afirma que o Irã foi "completamente derrotado". No entanto, Teerã continua a realizar ataques na região, enquanto os preços do petróleo permanecem elevados e o regime islâmico ameaça destruir as infraestruturas energéticas ligadas aos Estados Unidos em resposta a um ataque contra suas instalações.

Os Estados Unidos intensificaram suas ações contra o Irã ao atacar a ilha de Kharg, que abriga o maior terminal petrolífero do país. As forças americanas alegam ter atingido mais de 90 alvos militares, poupando as instalações de petróleo.

Trump enfrenta um dilema: um ataque às instalações de Kharg poderia prejudicar Teerã, mas também elevaria ainda mais os preços do petróleo, que já alcançaram US$ 120, o maior valor em quatro anos. Essa alta pode impactar a inflação nos EUA e ter consequências políticas nas próximas eleições.

Um ataque americano a Kharg poderia resultar em represálias iranianas contra países do Golfo, visando alvos de energia e dessalinização, o que acarretaria grandes custos humanitários. O conflito, iniciado por ataques americanos e israelenses em fevereiro, ameaça o fornecimento global de petróleo, com preços disparando devido ao bloqueio da passagem de Hormuz pelo Irã.

Trump anunciou que a Marinha americana começará a escoltar petroleiros na região, embora a viabilidade dessa operação seja questionada por analistas. Os EUA também planejam enviar reforços ao Oriente Médio, incluindo cerca de 2.500 fuzileiros navais e navios adicionais.

Em resposta aos ataques a Kharg, um porta-voz do comando iraniano ameaçou retaliar, afirmando que todas as instalações energéticas que cooperam com os EUA seriam destruídas. Recentemente, o porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi atingido por destroços de um drone iraniano.

O conflito no Líbano também se intensificou, com o número de vítimas dos ataques israelenses chegando a 773. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu negociações diretas entre Israel e Líbano, oferecendo Paris como sede para conversas de cessar-fogo.

Os países do Golfo continuam a ser alvos de ataques aéreos iranianos. O Qatar interceptou mísseis, enquanto Washington ordenou a evacuação de pessoal não essencial de sua embaixada em Omã. O Hamas, por sua vez, pediu ao Irã que cesse os ataques contra os países vizinhos.

No Iraque, a embaixada americana em Bagdá foi alvo de um ataque com drones, e bombardeios atingiram um grupo armado pró-iraniano, resultando em mortes.

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