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Protestos em Cuba resultam em ataque ao Partido Comunista

Uma manifestação contra apagões e escassez de alimentos em Cuba se tornou violenta, resultando em ataques ao escritório do Partido Comunista. O evento reflete a crescente insatisfação popular.
Foto: G1

Na madrugada de sábado, manifestantes antigoverno atacaram um escritório do Partido Comunista na região central de Cuba, em um raro episódio de dissidência pública. O protesto, que começou pacificamente em Morón, rapidamente se transformou em violência devido a apagões agravados por um bloqueio de petróleo dos EUA.

a manifestação ocorreu na noite de sexta-feira e culminou em atos de vandalismo, com pessoas atirando pedras e incendiando móveis na rua. Vídeos nas redes sociais mostraram o incêndio e os gritos de 'liberdade' dos manifestantes.

A Reuters confirmou a localização de um vídeo que mostrava os eventos em Morón, uma cidade situada a cerca de 400 km a leste de Havana. O aumento da tensão entre os EUA e Cuba, especialmente após o embargo petrolífero imposto por Washington, tem contribuído para a crise econômica na ilha.

Desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, os EUA intensificaram as restrições, cortando remessas de petróleo para Cuba. O presidente Donald Trump ameaçou tarifas a países que vendessem petróleo à ilha, aumentando a pressão sobre uma economia já debilitada.

Os protestos públicos em Cuba são raros, e a constituição de 2019 garante o direito de manifestação, embora uma lei que regulamenta esse direito esteja parada no Congresso. O Invasor relatou que o protesto em Morón se intensificou após uma troca com as autoridades locais.

Além do ataque ao escritório do Partido Comunista, outros estabelecimentos estatais, como uma farmácia e um mercado, também foram vandalizados. Recentemente, estudantes se manifestaram na Universidade de Havana após o governo suspender as aulas presenciais devido à escassez de combustível.

Morón já havia sido palco de protestos significativos durante os distúrbios de julho de 2021, que foram os maiores desde a revolução de Fidel Castro em 1959.

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