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Novo exame de sangue brasileiro detecta câncer de mama

Pesquisadoras brasileiras desenvolveram o RosalindTest®, um exame de sangue que identifica sinais moleculares do câncer de mama, visando melhorar a prevenção e o rastreio da doença.
Foto: Metropoles

O câncer de mama é o mais prevalente entre as mulheres no Brasil e a principal causa de morte por câncer nesse grupo. Em resposta a essa realidade, um estudo brasileiro criou um exame de sangue inovador que pode aprimorar as estratégias de prevenção e rastreio da doença.

Denominado RosalindTest®, o teste é capaz de identificar sinais moleculares associados ao câncer de mama através da análise de biomarcadores presentes no sangue. Essa tecnologia foi desenvolvida com base em pesquisas sobre expressão gênica e biomarcadores moleculares, com o objetivo de transformar descobertas da biologia molecular em uma ferramenta clínica prática.

O projeto foi liderado por pesquisadoras brasileiras, incluindo a biomédica Glaucia Raquel Luciano da Veiga e a geneticista Beatriz da Costa Aguiar Alves Reis. Glaucia, que é doutora em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), destaca que a iniciativa visa tornar o conhecimento científico acessível para apoiar decisões clínicas e fortalecer as estratégias de prevenção.

Funcionamento do RosalindTest®

O RosalindTest® analisa marcadores moleculares no sangue que estão relacionados ao desenvolvimento do câncer de mama. A tecnologia se baseia em estudos que investigaram como células tumorais expressam genes específicos que favorecem a sobrevivência e o crescimento do tumor. Essas alterações são detectáveis por meio da análise da expressão de biomarcadores na corrente sanguínea.

Com uma simples coleta de sangue, o exame busca identificar sinais moleculares que podem indicar precocemente a presença da doença. Em testes anteriores, o RosalindTest® demonstrou uma acurácia de cerca de 95% na diferenciação entre mulheres com e sem câncer de mama, podendo auxiliar na triagem de pacientes e na indicação de exames confirmatórios, como mamografia ou biópsia, sem substituir esses métodos.

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