A Austrália e o Japão anunciaram que não têm planos de enviar navios de guerra para o Estreito de Ormuz. A decisão ocorre após o presidente dos Estados Unidos solicitar apoio de aliados para assegurar a segurança dessa rota marítima estratégica.
A ministra australiana dos Transportes, Catherine King, afirmou:
Não enviaremos nenhum navio para o Estreito de Ormuz. Sabemos o quanto isso é extremamente importante, mas não é algo que nos tenha sido solicitado nem para o qual estejamos contribuindo.
O governo japonês também manifestou que, no momento, não planeja realizar operações de segurança marítima na região. O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, declarou:
Diante da situação atual no Irã, não temos a intenção de ordenar uma operação de segurança marítima.
O Irã já havia alertado que a participação de outros países no conflito poderia intensificar a guerra, aumentando a tensão no Oriente Médio e elevando os preços do petróleo. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, destacou que uma operação de segurança marítima no estreito seria
extremamente difícil do ponto de vista jurídico.
O envio das Forças de Autodefesa japonesas ao exterior é um tema sensível, dado que o Japão mantém uma postura pacifista. Muitos cidadãos ainda apoiam os princípios da Constituição de 1947, que renuncia à guerra.
Takayuki Kobayashi, do Partido Liberal Democrata, afirmou que as exigências políticas para o envio de navios de guerra ao Golfo Pérsico são “extremamente elevadas.”
O Japão, que é a quarta maior economia do mundo e o quinto maior importador de petróleo, depende do Oriente Médio para cerca de 95% de seu petróleo, com aproximadamente 70% desse volume passando pelo Estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a vários países, incluindo aliados da Otan, que enviem navios de guerra para o Estreito de Ormuz, onde cerca de 20% do petróleo mundial é transportado diariamente. O pedido foi feito após o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, anunciar que a passagem permanecerá fechada.
Trump afirmou:
É apropriado que aqueles que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça ali.
Ele também expressou preocupação sobre o futuro da Otan caso não haja uma resposta positiva.
Em uma publicação, Trump mencionou que espera que países como China, França, Japão e Reino Unido enviem navios para a região, ressaltando a dependência da China do petróleo do estreito.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a travessia está aberta para todos, exceto para aliados dos EUA, destacando que
os outros navios têm passagem livre, mas podem optar por desviar por questões de segurança.