O Hezbollah, sob a liderança de Naim Qassem, declarou estar preparado para um confronto prolongado com Israel. Em um discurso televisionado, Qassem afirmou que os israelenses serão surpreendidos no campo de batalha e desconsiderou as ameaças de sua eliminação como "inúteis".
Recentemente, Israel designou Qassem como um "alvo marcado para eliminação
. O ministro israelense Israel Katz alertou que o Hezbollah
pagará um preço pesado pelos disparos contra Israel".
O Hezbollah, apoiado pelo Irã, intensificou suas ações contra Israel após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, Israel busca destruir a infraestrutura do grupo.
Desde o início dos ataques israelenses ao Líbano, quase 700 pessoas perderam a vida, conforme dados do Ministério da Saúde libanês. Além disso, alertas de evacuação forçaram centenas de milhares a deixar suas residências, enquanto o conflito se agrava.
Israel também foi alvo de ataques coordenados entre Irã e Hezbollah, com cerca de 200 mísseis e foguetes disparados contra o norte e o centro do território israelense.
Katz expressou desconfiança na capacidade do governo libanês de desarmar o Hezbollah, sugerindo que Israel pode tomar território no sul do Líbano caso a situação não seja controlada.
Avisei o presidente do Líbano que, se o governo não souber como controlar o território e impedir que o Hezbollah ameace as comunidades do norte, nós mesmos tomaremos o território — afirmou.
Perfil de Naim Qassem
Naim Qassem, de 73 anos, é um clérigo e político xiita libanês, um dos fundadores do Hezbollah em 1982, com apoio do Irã. Ele atuou como número dois do movimento e, em 1991, tornou-se secretário-geral adjunto.
Após a morte de Hassan Nasrallah em 2024, Qassem foi eleito secretário-geral, tornando-se o quarto líder da organização. Formado em Química, ele também é autor de um livro sobre o Hezbollah, oferecendo um relato interno do grupo.