O governo do Irã afirmou que não buscou negociações com os Estados Unidos para um cessar-fogo, em meio à crescente violência no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores do Irã declarou:
Não vemos nenhum motivo para conversar agora com os americanos, porque quando estávamos conversando, eles nos atacaram
.
A declaração ocorreu após o ex-presidente Donald Trump sugerir que o Irã estaria aberto a um acordo, embora os termos não fossem aceitáveis para os EUA. O ministro iraniano acrescentou:
Essa guerra foi escolha do presidente Trump e dos Estados Unidos. Vamos continuar os defendendo
.
O fim de semana foi marcado por intensos bombardeios na região, com pelo menos sete países do Oriente Médio registrando ataques. O Irã lançou mísseis contra Israel, resultando em feridos, enquanto Israel retaliou com ataques a alvos iranianos.
Os ataques também afetaram o Líbano, onde mais de 100 crianças estão entre os 850 mortos desde o início dos bombardeios israelenses. A ONU relatou que grupos armados no Líbano dispararam contra soldados.
Em resposta ao aumento da tensão, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita ativaram sistemas de defesa para interceptar mísseis e drones na região. O primeiro-ministro israelense também negou rumores sobre sua morte durante os conflitos.
A crise no Oriente Médio levanta preocupações sobre o mercado de petróleo, com os EUA pressionando aliados para garantir a segurança do Estreito de Ormuz. O Reino Unido considera enviar embarcações para a região, enquanto a Agência Internacional de Energia planeja distribuir reservas de petróleo.
Os efeitos do conflito se estendem ao esporte, com a UEFA cancelando um jogo entre Espanha e Argentina, programado para o Catar.