Os servidores do Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal iniciaram uma paralisação de 12 horas, afetando diversos serviços técnicos da unidade. A decisão foi tomada em assembleia na semana anterior e ocorre em meio a um indicativo de greve.
Durante a mobilização, os profissionais atuam em 'operação legalidade', mantendo apenas os serviços considerados essenciais. Entre as atividades suspensas estão exames necroscópicos, laboratoriais e procedimentos periciais em cadáveres, além de exames de imagem.
Conforme comunicado dos representantes da categoria, as equipes de anatomia não realizarão exames necroscópicos, liberação de cadáveres ou remoções em hospitais. Apenas remoções de corpos encontrados em residências ou vias públicas serão realizadas.
Os setores de radiologia também suspenderam todos os exames de imagem em cadáveres. No laboratório do IML, não serão retiradas amostras para análise, e os exames periciais estão paralisados, com apenas o recebimento e armazenamento de materiais para preservação da cadeia de custódia.
No Instituto de Criminalística e no laboratório de DNA, as amostras continuarão a ser recebidas, mas não serão processadas durante a paralisação. O atendimento em outras áreas do instituto também foi impactado, com a policlínica interrompendo praticamente todos os serviços, exceto a aferição de sinais vitais.
Os exames de sexologia na unidade de Ceilândia foram suspensos devido à falta de servidores, e os exames cadavéricos realizados pela antropologia forense também foram interrompidos.
A paralisação segue um indicativo de greve aprovado em assembleia no dia 12 de março, organizada pelo Sindireta-DF, que representa os servidores públicos civis do Distrito Federal. Os profissionais da carreira de Agentes de Atividades Complementares de Segurança Pública (AACSP) estão envolvidos no movimento, reivindicando reconhecimento e valorização profissional.
O sindicato expressou sua disposição para o diálogo, aguardando propostas concretas do Governo do Distrito Federal que garantam justiça e respeito aos servidores.
Fonte: Metropoles