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Trump considera adiar visita à China em busca de apoio para o Estreito de Ormuz

O presidente Donald Trump avaliou a possibilidade de adiar sua viagem à China, enquanto pressiona Pequim a colaborar na reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o comércio de petróleo.
Foto: G1

O presidente Donald Trump está considerando adiar sua viagem à China, programada para o final deste mês, em um esforço para aumentar a pressão sobre Pequim a fim de reabrir o Estreito de Ormuz. Essa medida visa conter a alta dos preços do petróleo, que dispararam devido ao conflito com o Irã.

Em entrevista ao 'Financial Times', Trump destacou que a dependência da China do petróleo do Oriente Médio a torna uma parte essencial na nova coalizão que ele está tentando formar para garantir a passagem de petroleiros pelo estreito. Ele afirmou: "gostaríamos de saber

se Pequim irá colaborar antes de sua viagem, acrescentando que

podemos adiar".

Trump considera adiar visita à China em busca de apoio para o Estreito de Ormuz

O adiamento da visita a Xi Jinping pode ter repercussões econômicas, especialmente em um momento em que as relações entre os EUA e a China estão tensas, com ameaças mútuas de tarifas ao longo do último ano. Trump e Xi devem se encontrar em Busan, na Coreia do Sul, no dia 30.

Os comentários de Trump surgem enquanto o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, se reunia com o vice-premiê chinês, He Lifeng, em Paris, para discutir novas negociações comerciais que poderiam preparar o terreno para a visita de Trump. Apesar de uma trégua declarada entre os dois países, os riscos permanecem elevados.

No início do conflito com o Irã, Trump havia afirmado que a Marinha dos EUA escoltaria os petroleiros pelo estreito, minimizando a ameaça iraniana. No entanto, com o aumento dos preços do petróleo, ele e sua administração estão considerando novas abordagens.

Neste fim de semana, Trump solicitou que outros países se unissem ao esforço, enviando seus próprios navios de guerra, mas até o momento, não houve resposta formal a esse apelo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que Teerã foi procurado por várias nações em busca de passagem segura para seus navios, afirmando que a decisão cabe às forças armadas iranianas.

O Irã afirmou que o estreito, por onde normalmente transita um quinto das exportações globais de petróleo, está aberto a todos, exceto aos EUA e seus aliados. Araghchi também comentou que não vê razão para dialogar com os americanos sobre o fim do conflito, alegando que os ataques coordenados de Israel e EUA iniciaram os combates.

Trump, em declarações a repórteres, mencionou que os EUA conversaram com "cerca de sete" países sobre apoio militar, mas não especificou quais. Ele sugeriu que a China poderia ser uma dessas nações, destacando sua dependência do petróleo do Golfo.

A guerra no Irã elevou os preços do petróleo, impactando os custos para os consumidores americanos, especialmente em um momento em que a temporada eleitoral de 2026 se aproxima. A China, por sua vez, enfrenta desafios econômicos e recentemente reduziu sua meta de crescimento para a mais baixa desde 1991.

Antes da possível mudança em sua agenda, um porta-voz da embaixada chinesa em Washington não se comprometeu a atender ao pedido de Trump por ajuda no estreito, ressaltando a importância da segurança na região para o comércio internacional. O porta-voz enfatizou que a China continuará a fortalecer a comunicação com as partes relevantes para promover a paz.

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