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Bombardeios no Irã resultam em mais de três mil mortes

A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA) reporta que os bombardeios no Irã deixaram 3.000 mortos, incluindo civis e militares, com 21 mortes recentes em 285 ataques.
Foto: Noticiasaominuto

Os bombardeios no Irã resultaram em um total de mais de três mil mortes, conforme dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA). Dentre as vítimas, 1.319 eram civis, incluindo 206 menores de idade, e 1.122 eram militares. A HRANA, que se baseia em relatórios de autoridades de saúde e defesa civil, também confirmou 599 mortes adicionais, cujas identidades ainda não foram determinadas.

Nas últimas 24 horas, 21 civis, incluindo uma criança, perderam a vida em 285 ataques registrados em 18 das 31 províncias do Irã. Notavelmente, Teerã não foi a província mais afetada, ocupando o segundo lugar, atrás de Isfahan, onde 15 pessoas morreram em um ataque a um centro industrial.

O Ministério da Saúde do Irã divulgou números que indicam 1.200 mortos e cerca de 10 mil feridos. A HRANA tem se esforçado para documentar a repressão violenta aos protestos antigovernamentais que começaram em 28 de dezembro, com um total de pelo menos 7.002 mortes ou desaparecimentos registrados, um número que supera em mais do que o dobro as 3.117 mortes reconhecidas oficialmente.

Os protestos, que se espalharam por centenas de cidades, foram motivados pela crise econômica, incluindo a desvalorização do rial e a alta inflação. Em resposta à revolta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu apoio aos manifestantes iranianos, embora tenha adotado uma postura mais cautelosa em relação à mudança de regime.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país não vê motivos para negociar com os Estados Unidos, após Trump sugerir que Teerã deseja um acordo para encerrar o conflito. O presidente americano, por sua vez, descartou a possibilidade de um acordo no momento, afirmando que os termos ainda não são satisfatórios.

O Irã também rejeitou discussões sobre um cessar-fogo, enquanto a situação se intensifica com ataques do grupo Hezbollah em apoio a Teerã e ações militares iranianas contra Israel e interesses norte-americanos na região. O país ameaçou o Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo, elevando os preços do barril para cerca de 100 dólares.

Recentemente, líderes do regime iraniano demonstraram resistência aos ataques, embora o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, não tenha sido visto em público após relatos de que teria sido ferido em um bombardeio que matou seu pai, Ali Khamenei. O chefe da diplomacia iraniana assegurou que não há problemas com Mojtaba, que continua a cumprir suas funções.

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