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Consumo acelerado de munições dos EUA preocupa autoridades

Em menos de duas semanas de conflito, os EUA consumiram anos de munições críticas contra o Irã, gerando preocupações sobre a capacidade de reposição, segundo o Financial Times.
Foto: G1

Em um período inferior a duas semanas de conflito, os Estados Unidos teriam utilizado um volume de munições considerado equivalente a anos de estoque, conforme reportado pelo Financial Times. Essa situação gerou apreensões entre as autoridades.

Fontes próximas ao assunto indicaram que a rápida diminuição do estoque inclui mísseis de longo alcance Tomahawk, utilizados em ataques de precisão. Uma das fontes descreveu o uso como um "gasto massivo de Tomahawks", alertando que a Marinha sentirá os efeitos desse consumo por vários anos.

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Essas informações levantam preocupações sobre o custo crescente do conflito e a capacidade dos Estados Unidos de reabastecer seus estoques militares. No entanto, essas declarações contrastam com a posição oficial da Casa Branca.

Na semana anterior, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia negado a existência de escassez de munições, afirmando que o arsenal dos EUA é suficiente para sustentar a campanha contra o Irã por tempo indeterminado.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou essa posição, afirmando que os militares dos EUA possuem munições e armamentos adequados para cumprir os objetivos estabelecidos pelo presidente.

O Pentágono revelou ter gasto US$ 11,3 bilhões na primeira semana de guerra contra o Irã, um valor que pode ser ainda maior, pois não inclui despesas com mobilização de tropas e equipamentos antes do início dos ataques.

Estima-se que os EUA tenham desembolsado US$ 5,6 bilhões apenas nos dois primeiros dias de bombardeios. A primeira onda de ataques utilizou armamentos como a bomba planadora AGM-154, que custa entre US$ 578 mil e US$ 836 mil.

A Marinha americana adquiriu 3 mil unidades desse armamento há quase duas décadas, mas as Forças Armadas indicaram que passariam a utilizar bombas mais econômicas, como a Joint Direct Attack Munition (JDAM), que custa cerca de US$ 1 mil por ogiva.

Antes do início do conflito, o general Daniel Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, teria alertado o presidente Trump sobre os riscos de baixas e de um conflito prolongado em caso de ataque ao Irã, além de expressar preocupação com o estoque de munições.

Trump, no entanto, negou as informações e afirmou que a decisão sobre um possível bombardeio ao Irã caberia exclusivamente a ele. O ataque ocorreu em 28 de fevereiro, seguido por retaliações iranianas contra Israel e bases americanas na região.

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