O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, esteve no Senado Federal para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A ação foi apoiada por dirigentes e parlamentares do partido Novo, incluindo o presidente da legenda, Eduardo Ribeiro.
Em entrevista, Zema expressou suas críticas ao STF, afirmando que alguns magistrados se consideram "intocáveis" e que a Corte perdeu credibilidade nos últimos anos, com integrantes agindo em benefício próprio. Desde 2019, já foram apresentados ao menos 65 pedidos de afastamento de Moraes no Congresso Nacional.
O governador também criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação às controvérsias envolvendo ministros do STF. Zema expressou preocupação com o silêncio do presidente, sugerindo que a omissão pode ser interpretada como concordância com a situação.
Cadê o posicionamento do presidente também? Não vi. E quem está calado, na minha opinião, é porque está concordando — declarou.
Além das críticas ao Supremo, Zema questionou a falta de manifestação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de profissionais do Direito sobre o que classificou como "aberrações". Ele afirmou que a inatividade desses grupos é preocupante e ressaltou que o partido Novo não tem vínculos que o impeçam de se manifestar sobre o que considera grave.
Como pré-candidato à Presidência da República, Zema anunciou que deixará o cargo no final de março para se dedicar à sua campanha eleitoral.
Fonte: Polemicaparaiba