O Irã concedeu permissão a navios de determinados países para atravessarem o Estreito de Ormuz, conforme declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Majid Takht Ravanchi. A declaração foi feita em meio a um bloqueio que o país impôs à via, em decorrência da guerra com os Estados Unidos e Israel.
Takht Ravanchi mencionou que alguns países solicitaram autorização para utilizar essa importante rota marítima e que o Irã atendeu a esses pedidos. No entanto, ele ressaltou que os países que participaram da agressão não devem se beneficiar de uma passagem segura pelo estreito.
O vice-ministro também negou relatos sobre a colocação de minas na passagem, que é crucial para o transporte de petróleo e gás. Em contrapartida, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o fechamento do estreito deve ser mantido como um meio de pressão contra os inimigos.
Em uma análise mais ampla, Takht Ravanchi expressou a intenção do Irã de evitar ser forçado a entrar em um novo conflito no futuro. Ele se referiu à guerra que começou em junho do ano passado, mencionando que, após um breve cessar-fogo, os ataques foram retomados por Estados Unidos e Israel.
O vice-ministro enfatizou que o Irã está agindo em legítima defesa e que continuará a fazê-lo enquanto necessário, reiterando que, antes do início da guerra, o país havia alertado seus vizinhos sobre as consequências de uma agressão americana.