O conflito no Oriente Médio, que teve início com a ofensiva dos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, chega ao 13º dia com um aumento significativo da violência. O Irã, alvo das ações, intensificou suas operações visando o setor de petróleo, buscando pressionar economicamente seus adversários.
Com a impossibilidade de vencer militarmente, Teerã aposta em gerar instabilidade no mercado global de energia, resultando em um aumento do preço do barril de petróleo, que ultrapassou a marca de US$ 100.
Os Estados Unidos, por sua vez, ampliaram os bombardeios contra estruturas militares iranianas, utilizando bombas projetadas para destruir bunkers subterrâneos. Israel também lançou uma nova onda de ataques no Líbano, prometendo retaliar a ofensiva do Hezbollah.
Os ataques iranianos têm se manifestado de forma visível, com ações contra navios no golfo Pérsico, onde pelo menos cinco embarcações foram atingidas. A interrupção do tráfego marítimo na região, vital para a produção mundial de petróleo, se tornou um dos efeitos mais graves do conflito.
Além disso, o Irã atacou instalações energéticas em países aliados dos Estados Unidos, como no Bahrein e Omã, enquanto os bombardeios americanos focam na destruição da infraestrutura aérea iraniana.
Israel intensificou os ataques ao Hezbollah, que lançou mais de 100 foguetes contra o norte de Israel em uma ação coordenada. Apesar da intensidade, o número de ataques contra Israel diminuiu nos últimos dias.
O impacto humanitário do conflito é alarmante, com mais de 1.300 mortos no Irã e 630 no Líbano, além de milhares de deslocados. Em Israel, o número de mortos chega a 14, enquanto os Estados Unidos confirmaram a morte de sete militares.
A complexidade do cenário atual levanta dúvidas sobre a declaração do presidente dos EUA, que afirmou que a guerra já havia terminado na primeira hora.