Pelo menos quatro navios foram atacados na área do Estreito de Ormuz, um ponto crítico no Oriente Médio, cuja interrupção pode impactar significativamente a economia global. O Irã continua suas represálias contra infraestruturas de petróleo no Golfo, levando a comunidade internacional a buscar soluções emergenciais.
Um porta-contêineres e dois cargueiros foram atingidos por projéteis desconhecidos, conforme relatado pela agência marítima britânica UKMTO, que contabilizou 14 incidentes desde o início do conflito em 28 de fevereiro. Um graneleiro tailandês também foi atacado, mas todos os 20 tripulantes foram resgatados.
As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que destruíram 16 navios iranianos de instalação de minas nas proximidades do estreito. A Agência Internacional de Energia considera a possibilidade de utilizar reservas estratégicas de petróleo, uma medida extraordinária.
Os líderes do G7 devem se reunir por videoconferência para discutir a situação das reservas energéticas. Os ataques iranianos têm gerado explosões em várias localidades, incluindo Doha e Dubai, e a Arábia Saudita anunciou a interceptação de drones direcionados a suas instalações petrolíferas.
O Estreito de Ormuz é vital, pois por ele transita 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu o Irã sobre possíveis consequências militares severas caso minas sejam instaladas na área.
Especialistas alertam que os riscos de segurança podem tornar a passagem pelo estreito economicamente inviável. A volatilidade nos mercados é evidente, com o preço do petróleo subindo novamente após uma breve recuperação.
O Irã, por sua vez, não mostra sinais de recuo, com a Guarda Revolucionária anunciando uma intensificação dos ataques. O novo guia supremo do país, Mojtaba Khamenei, foi declarado 'são e salvo' após ferimentos na guerra.
Além dos ataques no Golfo, o Irã lançou mísseis contra Israel, resultando em feridos. As forças israelenses também estão bombardeando o Líbano, onde a situação humanitária se agrava com milhares de deslocados.